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Parte do teto de escola municipal desaba em Arapiraca. Um aluno ficou ferido

- Na manhã desta segunda-feira (12), os alunos da Escola Municipal Tibúrcio Valeriano da Silva passaram por um grande susto, no momento em que parte do teto da escola veio abaixo. Na hora do acidente, cerca de 450 alunos estavam na escola. Um aluno de 10 anos ficou ferido após ser atingido por uma das colunas que ruíram.

“Eu estava com meus colegas no corredor, quando o teto começou a desabar. Alguns correram para dentro das salas e eu fiquei sem saber o que fazer. Foi quando uma coluna caiu sobre mim e depois vieram a estrutura de madeira e as telhas”, disse Vinícius Rocha Câmara, de 10 anos de idade e aluno do 7º ano. O estudante foi socorrido para a Unidade de Emergência do Agreste com várias escoriações e um corte profundo na região da testa, que lhe rendeu 10 pontos e muita dor.

De acordo com a diretora Nadja Barbosa, a Escola de Ensino Fundamental Tibúrcio Valeriano foi construída há 42 anos e, de algum tempo para cá, vem enfrentando sérios problemas estruturais. Ainda segundo ela, a Prefeitura teria sido avisada várias vezes sobre os problemas, porém, apenas um pequeno reparo foi feito há cerca de um ano.

“Eu estava preocupada por conta dos cupins que estão por toda a parte na escola. Em alguns pontos é visível perceber que o teto está cedendo, basta ver as ondulações no telhado. No ano passado, pedi para que fosse feita a substituição das madeiras e telhas, mas só fizeram um reparo básico como pintura e correção de trincas”, lamentou a diretora.

A equipe de reportagem do Minuto Arapiraca esteve no local e constatou que os pilares de sustentação do telhado do corredor externo não possuem estrutura de ferro, apenas tijolos sobre tijolos. Diante do engenheiro Sergio Torres, que presta serviço à Prefeitura de Arapiraca, questionamos sobre esse tipo de estrutura. “A escola é muito antiga. Em nossas vistorias jamais iríamos imaginar que uma coluna como essa viesse abaixo. Vamos iniciar hoje mesmo os reparos nas colunas que apresentam comprometimento”, disse o engenheiro.

A secretária de Educação de Arapiraca, Ana Valéria Peixoto, também esteve na escola e classificou o acidente como uma fatalidade. “As vistorias existem e temos engenheiros que cuidam das escolas. Realmente foi uma fatalidade”, finalizou a secretária.





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Senado aprova lei que obriga escolas a manterem alunos caso professor falte

- As escolas do ensino fundamental e médio (antigo primeiro e segundo graus) não poderão mandar os alunos menores de idade de volta para casa, no caso de um ou mais professores faltarem, independentemente do horário em que estudam.
A medida consta em um projeto de lei aprovado na terça-feira (27) pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, em decisão terminativa.
O texto aprovado pela comissão prevê que, no caso de ausência de professores, os estudantes deverão receber atividades de ensino complementares, respeitando-se a faixa etária e a grade de disciplinas previstas na proposta pedagógica da escola.

Para os alunos maiores de idade, a permanência na escola é opcional – mas a oferta de atividades complementares é obrigatória para o colégio.
O relator do projeto de lei, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), afirmou que é errado mandar os alunos para suas casas quando há falta de professores, em entrevista à Agência Senado.
“É imprudente, indevido e equivocado que alunos de educação básica sejam encaminhados para suas casas quando há falta de professores, muitas vezes sem que os pais ou responsáveis sejam comunicados.”
A senadora Ana Rita (PT-ES), autora de uma das emendas ao texto original, enviado pela Câmara dos Deputados, disse concordar com a redação do projeto substitutivo.
Por sua vez, a senadora Marinor Brito (PSOL-PA) alertou para a necessidade de se debater como será feita a ocupação do tempo na escola quando houver falta de professores.
O projeto será submetido, ainda, a uma votação suplementar na próxima reunião da Comissão de Educação do Senado.

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EDUCAÇÃO: REPROVADA

- EDUCAÇÃO: REPROVADA
Lya Luft

Há quem diga que sou otimista demais. Há quem diga que sou pessimista. Talvez eu tente apenas ser uma pessoa observadora habitante deste planeta, deste país. Uma colunista com temas repetidos, ah, sim, os que me impactam mais, os que me preocupam mais, às vezes os que me encantam particularmente. Uma das grandes preocupações de qualquer ser pensante por aqui é a educação. Fala-se muito, grita-se muito, escreve-se, haja teorias e reclamações. Ação? Muito pouca, que eu perceba. Os males foram-se acumulando de tal jeito que é difícil reorganizar o caos.

Há coisa de trinta anos, eu ainda professora universitária, recebíamos as primeiras levas de alunos saídos de escolas enfraquecidas pelas providências negativas: tiraram um ano de estudo da meninada, tiraram latim, tiraram francês, foram tirando a seriedade, o trabalho: era a moda do “aprender brincando”. Nada de esforço, punição nem pensar, portanto recompensas perderam o sentido. Contaram-me recentemente que em muitas escolas não se deve mais falar em “reprovação, reprovado”, pois isso pode traumatizar o aluno, marcá-lo desfavoravelmente. Então, por que estudar, por que lutar, por que tentar?

De todos os modos facilitamos a vida dos estudantes, deixando-os cada vez mais despreparados para a vida e o mercado de trabalho. Empresas reclamam da dificuldade de encontrar mão de obra qualificada, médicos e advogados quase não sabem escrever, alunos de universidades têm problemas para articular o pensamento, para argumentar, para escrever o que pensam. São, de certa forma, analfabetos. Aliás, o analfabetismo devasta este país. Não é alfabetizado quem sabe assinar o nome, mas quem o sabe assinar embaixo de um texto que leu e entendeu. Portanto, a porcentagem de alfabetizados é incrivelmente baixa.

Agora sai na imprensa um relatório alarmante. Metade das crianças brasileiras na terceira série do elementar não sabe ler nem escrever. Não entende para o que serve a pontuação num texto. Não sabe ler horas e minutos num relógio, não sabe que centímetro é uma medida de comprimento. Quase a metade dos mais adiantados escreve mal, lê mal, quase 60% têm dificuldades graves com números. Grande contingente de jovens chega às universidades sem saber redigir um texto simples, pois não sabem pensar, muito menos expressar-se por escrito. Parafraseando um especialista, estamos produzindo estudantes analfabetos.

Naturalmente, a boa ou razoável escolarização é muito maior em escolas particulares: professores menos mal pagos, instalações melhores, algum livro na biblioteca, crianças mais bem alimentadas e saudáveis – pois o estado não cumpre o seu papel de garantir a todo cidadão (especialmente a criança) a necessária condição de saúde, moradia e alimentação.

Faxinar a miséria, louvável desejo da nossa presidenta, é essencial para nossa dignidade. Faxinar a ignorância – que é uma outra forma de miséria – exigiria que nos orçamentos da União e dos estados a educação, como a saúde, tivesse uma posição privilegiada. Não há dinheiro, dizem. Mas políticos aumentam seus salários de maneira vergonhosa, a coisa pública gasta nem se sabe direito onde, enquanto preparamos gerações de ignorantes, criados sem limites, nada lhes é exigido, devem aprender brincando. Não lhes impuseram a mais elementar disciplina, como se não soubéssemos que escola, família, a vida sobretudo, se constroem em parte de erro e acerto, e esforço. Mas, se não podemos reprovar os alunos, se não temos mesas e cadeiras confortáveis e teto sólido sobre nossa cabeça nas salas de aula, como exigir aplicação, esforço, disciplina e limites, para o natural crescimento de cada um?

Cansei de falas grandiloquentes sobre educação, enquanto não se faz quase nada. Falar já gastou, já cansou, já desiludiu, já perdeu a graça. Precisamos de atos e fatos, orçamentos em que educação e saúde (para poder ir a escola, prestar atenção, estudar, render e crescer) tenham um peso considerável: fora isso, não haverá solução. A educação brasileira continuará, como agora, escandalosamente reprovada.

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Teto de escola estadual desaba sobre alunos em Campo Alegre

- Vítimas foram encaminhadas ao hospital da cidade e à Unidade de Emergência do Agreste; aulas estão suspensas por tempo indeterminado 

O teto de uma sala de aula da Escola Estadual Dom Constantino Luers, no centro de Campo Alegre - distante 94 km de Maceió - desabou e atingiu 19 alunos por volta das 19h30 desta quinta-feira (04). As vítimas – algumas delas em estado grave - foram encaminhadas por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) à Unidade de Emergência Doutor Daniel Houly, em Arapiraca. 

Segundo o diretor da Escola, professor Marcos Cavalcante, há mais duas salas da escola com a estrutura comprometida. “A última reforma do colégio foi há seis anos”, afirmou.


Descaso

O motivo do desabamento está bem claro: estrutura totalmente precária. Por todo o prédio da escola existem rachaduras, infiltrações, telhas quebradas; um abandono total. Todo o prédio está comprometido fisicamente.

Segundo a direção da escola, vários ofícios foram enviados à Secretaria Estadual de Educação, mas não obtiveram nenhuma resposta. A escola pediu socorro mediante a possibilidade de uma tragédia, mas o governo de alagoas é cego, surdo e mudo.


 













Vítimas

Dos 19 estudantes socorridos esta noite, 13 foram levados à Unidade de Emergência do Agreste, dentre eles, Taciane Gregório da Silva, 23 anos; José Jeferson Quirino da Silva, 18; Edjane da Silva, 17; Maria Tarciana dos Santos, 16; Natália Gonçalves Nascimento, 16; Daniele da Silva, 17; Thaís íris da Silva, 17; Marciano Vieira, 18; Everton Douglas dos Santos, 18;
Cristina Mota de Mendonça, 20; Paula Vieira da Silva, 20; e Sislande Maria Silva Cândido, 17.

Os demais, cujos nomes não foram divulgados, foram conduzidos ao hospital de Campo Alegre.

Fique de olho na estrutura física da escola onde você ou seus filhos estudam, antes que o nome de seus filhos, ou o seu, façam parte da relação acima.

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Em menos de 24 horas, segunda escola estadual é roubada em Arapiraca

- Menos de 24 horas depois da Escola Dr. José Tavares, localizada no bairro Baixa Grande, ter sido roubada, mais uma instituição de ensino estadual foi vítima da ação de um criminoso. Dessa vez, o alvo foi a Escola Estadual Aurino Maciel, no Capiatã.

Se na primeira escola, o bandido levou dois ventiladores, na Aurino Maciel, o número subiu para cinco, com três ventiladores sendo levados. Como no primeiro caso, o vigia da escola foi o responsável pela denúncia junto a Polícia Militar.

A guarnição chegou ao local e contactou o vigilante que estava em uma das salas e quando saiu verificou que a escada da escola se encontrava em um outro local, encostada no muro. Ao verificar as salas de aula, verificou que os ventiladores haviam sido levados.

A Polícia desconfia que a mesma pessoa roubou os dois locais.

Fonte: Minuto Arapiraca
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Alagoas lidera taxa de evasão escolar no Brasil

- Dados do jornal Folha de São Paulo, obtidos com o Ministério da Educação, atestam que Alagoas ainda lidera os índices de evasão escolar no País. Em 2010, essa taxa foi de 21%.


Marcado como um ferro em brasa no lombo de um boi, o estigma de ser o Estado com o maior índice de analfabetos do País deve demorar a cicatrizar.  Além do vexame de ter uma taxa de 41% da população acima de quinze anos com essa limitação (incluindo os analfabetos funcionais), Alagoas também ocupa o 1º lugar no ranking de desistência dos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). 


A única chance de se livrar do título nada honroso de campeão de analfabetismo se esvai com a debandada desses alunos que estão fora da idade Escolar. O suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), divulgado este mês pelo IBGE, aponta que apenas 3,8% dos alagoanos com quinze anos ou mais já frequentaram a EJA, o que equivale a cerca de 82 mil pessoas. O acesso reduzido se complica com a evasão de 55,3% de alunos que deixaram as aulas. 



A escola perde o aluno pela falta de qualidade no ensino e a precariedade da estrutura. São greves, ausência de professores, um péssimo sistema de transporte escolar e a falta de atividades extra-curriculares. Toda esta conjuntura afasta o aluno da escola.

O fato é que enquanto o governo fingir que investe na educação, o professor fingir que ensina, o aluno fingir que aprende, e nós, fingirmos preocupação, continuaremos todos crescendo para baixo. 



Para construir um futuro melhor, é preciso reconstruir a escola.



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Alunos de Craíbas passam de ano, mas não sabem ler nem escrever

- Daniel Cavalcante Farias, 15 anos, estudante da Escola Ana Carolina de Queiroz, em Craíbas, não sabe ler nem escrever o próprio nome, apesar disso, já cursa  o quinto ano do ensino fundamental na escola.

Da mesma forma os irmãos Daniela de Holanda Cavalcante, 9 anos, e José Apareceido Cavalcante Farias, 11 anos, matriculados na mesma escola, se encontram na mesma situação, passam de ano sem as menores noções de leitura e a escrita.
O caso foi denunciado ao Ministério Público Estadual (MPE), que enviou o promotor de justiça Valter José de Omena Acioly para averiguar a situação.

Daniel Cavalcante Farias cursa o quinto ano, José Aparecido Cavalcante Farias cursa o quarto ano e Daniela de Holanda Cavalcante está matriculada no sexto ano do Ensino Fundamental na Escola Ana Carolina de Queiroz. Todos Confirmaram que não sabem ler, escrever e
tampouco assinar os próprios nomes.

O Ministério Público ouvirá o que a Escola e a Secretaria Municipal de Educação têm a dizer sobre a gravidade dos fatos. 

A Escola Ana Carolina de Queiroz foi avaliada com uma das menores notas de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Ministério da Educação.
O estabelecimento figurou no 816° lugar dentre 995 escolas avaliadas pelo governo federal. A Escola Ana Carolina de Quiroz obteve a nota 2,7 numa escala que vai até 5,5.

É interessante ressaltar duas coisas:

1. O caso em questão já foi apurado pelo promotor Valter Acioly à três anos atrás, e foi constatado que na instituição de ensino havia professores sem formação, coordenadores que não tinham nível  superior e sequer havia um plano de aula.  

2.  A Secretária de Educação do Município, Jacqueline Madeiro, foi alvo da Operação Mascotch, realizada pela Polícia Federal em março desse ano, na qual várias pessoas foram detidas, entre elas primeiras-damas, secretários e ex-secretários de Educação, acusadas de um desvio R$ 8 milhões de recursos da merenda escolar.

A mensagem está clara. O Governo Municipal de Craíbas está:

FORMANDO ANALFABETOS;
FAZENDO DA ESCOLA UM MERO DEPÓSITO DE CRIANÇAS;
E UM CANAL DE DESVIO DE DINHEIRO PÚBLICO.

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